terça-feira, 14 de outubro de 2008

Contos da tradição literária

Contos da tradição literária
Das narrativas do cotidiano à produção literária

A leitura de contos da tradição literária, como os de Machado de Assis, por exemplo, deve fazer parte dos programas de leitura do Ensino Fundamental. Sugere-se que o professor de Língua Portuguesa explore os contos machadianos, que constituem um acervo de múltiplas facetas em que variados temas se conjugam à exploração dos recursos da língua, para traduzir uma visão cômica, trágica ou irônica da natureza humana. Essa multiplicidade enriquece a gama de opções do professor, que deverá considerar as peculiaridades de seus alunos para proceder à escolha dos textos. Além disso, a natureza condensada desse gênero permite ao docente fazer a leitura compartilhada com seus alunos, para facilitar a compreensão da narrativa, provocar a participação do grupo e levantar questionamentos que promovam a transferência das significações textuais para a realidade cotidiana. Conseqüentemente, a leitura dos contos torna imprescindível um planejamento prévio do professor. Ele inclui uma escolha criteriosa, o levantamento de questões - oriundas da construção textual - que dinamizem a leitura coletiva, a proposição de atividades de interpretação que explorem aspectos implícitos da narrativa e a discussão sobre a possível transferência de sentidos para o contexto atual. Finalmente, o professor deve estabelecer a correlação do conto, já lido e analisado, com o autor e com o período estético-histórico-cultural para referendar as conclusões a partir de dados extratextuais.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Contos africanos

Contos africanos


A palavra, na cultura africana, têm um poder de ação, e ignorar aquilo que é pronunciado e verdadeiro significa cometer uma falha grave. No Brasil, os contos africanos preservados pela tradição oral foram transmitidos por africanos, aqui escravizados, e que atuavam como guardiões e guardiãs responsáveis por recriar a memória dos fatos e feitos de seus antepassados, ressignificando a vida nos novos lugares de morada.

Normalmente, o mestre contador de histórias não se limitava a narrá-las, mas através dessas histórias podia ensinar sobre diversos assuntos já que era um conhecedor generalista, que possuía a ciência da vida. No contexto do Brasil colônia, as negras velhas espalhavam essas histórias aprendidas, caminhando de engenho em engenho.

Hoje podemos dizer que muitos desses conhecimentos são reconhecidos na cultura brasileira e que os contos africanos e de afrodescendentes fazem parte do nosso imaginário social.